Pesadelo

21.2.2015

Estávamos, compositores e instrumentistas, confinados numa ilha mórbida, repleta de calabouços alagados, labirintos escuros e armadilhas mortais. Alguns procuravam por suas famílias, também desaparecidas, outros se preocupavam apenas em sobreviver. O mandante deste absurdo não cheguei a conhecer, mas o vilão número dois, que aparecia em flashes, sempre sorrindo, mancando e cantando o inapropriado, era Roberto Carlos - que nos extraía o talento e até mesmo nossas próprias composições.

 

Acho que tenho visto muita novela, ou talvez a política tenha me traumatizado, mas sonhos esquisitos têm se apoderado de minhas noites silenciosas. 

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